sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Presentes do tempo perdido




Elas, que em minha adolescência se fizeram presente, ao meu lado... curtimos - conversamos - paqueramos - festejamos... Elas eram iguais, diziam... Gêmeas, mas que eu nunca confundi, eu percebia suas auras, suas almas, seus olhares... e sem dúvidas identificava cada qual, Andréa e Adriana, como era bom esse nosso tempo, jamais me esqueci...
Eu me ausentei, me casei, sonhava pela continuação da nossa amizade, mas, nossas escolhas nos fez nos afastar... Então surge um novo caminho, um novo canal, e em uma busca incessante procurei e ainda procuro pelo tempo que se foi, e  com persistência e insistência, fui encontrando presentes que aos poucos vou desembrulhando, Andréa e Adriana, obrigada por serem meus presentes do tempo perdido, que sim volta! Volta com uma nova fórmula, conectados. E aqui estamos nós outra vez!

Como presentes do tempo perdido...

domingo, 28 de agosto de 2011

E o fogo...



Eu me vi ao vento... E ao meu lado minha irmã de alma, usávamos vestidos longos, de muitos panos um sobre o outro, soltos, ao vento e cavalgávamos... Ouço o barulho de mais cavalos, o sorriso se quebrou dando lugar ao medo... Corre! Ela grita... E eu tento correr... Ouço um disparo, um tiro a acerta pelas costas, eu paro e me entrego ao homem do cavalo branco... Ele, com sua roupa de fé ocultava o preconceito e o medo do desconhecido... Sua curiosidade era um pecado, seus sentimentos impuros... Sua covardia em suprir seus reais desejos e curiosidade, fez entregar seus receios, seus medos ao poder... E o poder... Reuniu todos os medos e em fogo declarou o fim dos pecados... Pecado maior é o do poder em abusar do poder e matar... Mas seus olhos... Seu olhar direto ao meu... Eu me lembro... Não se torture isso vai passar, em outras palavras, sentimos... E todo medo se transformou em certeza da imortalidade da alma e nos Pirineus ainda sopra o vento entre a luz do sol, luz do fim do dia, entre as árvores a luz da lua... E o infinito se mostrará... Em outra vida... Outro lugar...
Sonhos, visões, certezas e dúvidas, medos, medo e coragem... E novamente o mesmo olhar... Já nem é mais pecado, e um aroma que enfeitiça é o mesmo que cura a alma... E a certeza nem se faz mais necessária, já que a dúvida nem mais existe, e o amor que insiste... Então se escreve... Destacamos nossos melhores e escondemos nossa alma, proteção, cautela, prudência, covardia... Não! Compreensão... Verdade...  E o vestido ao vento se queimou... Libertando uma alma aprisionada no tempo, ao preconceito do poder, da religião, do medo... Alma essa em amor e perdão... Ilusão, imaginação, sensação... Recordação... Alma essa livre que voa de encontro ao perigo, ousada, assustada... Vai longe, entra no castelo do poder... O mesmo olhar se apresentou e me fez gelar, me fez tremer e perdoar com um toque forte no aperto de mão, libertando o que restou de medo... Mas a calma da alma me fez sentir em paz e me elevo... E as palavras desconcertadas, perdidas no sorriso, na calma, na paz, em luz...
Delírio no silêncio das almas...

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Plante suas sementes...



Só por um momento me pego pensando que não temos todo tempo do mundo, não nesse mundo e me pergunto: O que fazemos pelo pouco tempo que temos? O que venho aqui dizer é que posso muito mais do que faço e me envergonho por não fazer mais... Se eu fizesse a metade do que penso, eu deixaria uma plantação crescendo ao invés de um vaso de plantas... 

Mas, ainda posso arar um novo espaço no tempo que ainda me resta por aqui. Com essa conclusão, venho aqui plantar mais uma semente te questionando: O que faz por você e pra sua felicidade? O que faz para realizar seus sonhos? Faça! Pois é a única coisa que falta para seus sonhos se realizarem. Que você faça algo para que isso seja real. Que seja!

Plante suas sementes...

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Noite fria e o controle da mente

Crônicas do dia-dia


Noite fria e o controle da mente

Era noite, fria, como diz o título, eu aguardava na recepção do hospital, ninguém aparecia com notícias... o frio era de lascar – congelar, ressecar, quebrar, tremer... até que me concentro em não sentir os cinco graus que marcavam no termômetro de frente ao hospital, a sensação térmica era de um grau – negativo -  o vento parecia penetrar todos os inúmeros casacos que vestia, parei, pensei, me concentrei, controlei até que parei de tremer, o tremer de frio é psicológico, pensei... me sentei e até relaxei, descontraindo meus músculos que já começavam a doer,  enfim, me senti confortável... até que olho uma menina sentada do meu lado fazendo barulho com os dentes de tanto tremer de frio, olhei e pronto, bastou! Eu me desconcentrei e voltei a tremer... afff... 

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Rugas de Expressão (Pelo dia do escritor)

Ao Paulo Coelho


Quando eu era pequena eu sonhava com um senhor de cabelos brancos com uma bengala e um charuto, eu o imaginava como o Senhor das Montanhas, um sábio, um mestre conhecedor de todas as histórias e estórias, um senhor certo, justo, sem dúvidas, confiante e de confiança e suas rugas eram sinais de iluminação e sabedoria, caminhávamos entre caminhos de folhas secas, flores, vento, sol em luz...

Com o passar do tempo, escrevendo eu sonhava em ser esse senhor das montanhas, mas era inalcançável, irrealizável, impossível esse sonho, afinal, eu era apenas uma jovem menina a escrever poesias livres de amor e de dor, até que um dia conheci os escritos de um Guerreiro da Luz e para ele o impossível não existia, tudo dependia de nossas ações, o tempo continuou passando e esse Guerreiro da Luz tomou o lugar do Senhor das Montanhas em meus sonhos, sua sabedoria era contagiante, estimulante, seu estilo, o de um sábio rebelde, ou de um sábio moderno, seus olhos refletiam as dúvidas ocultas até de si mesmo, seus escritos peregrinavam mundo afora, cativando, encantando, enfeitiçando, sua bengala era sua inspiração, seu apoio em seu caminho, o pilar dos seus sonhos e escritos e sua iluminação, o seu guia...

Certo dia eu me deparei com o Senhor dos meus Sonhos, que com um aperto de mão forte, tão forte que fez com que uma lágrima escorresse pelo meu rosto, e eu disfarçando, com o coração disparado e com um sorriso de imensa alegria, não tive medo... O momento que se apresentava era maior que o mundo, tão maior que não sei como me expressar, e quem sabe um dia, uma ruga de expressão seja capaz de dizer o quanto o amo incondicionalmente, o Senhor da Montanha, um caminho de pedras, um campo de flores, neve, vento, deserto, todas as estações, todos os lugares e todas as vidas, ainda sonho... 

sábado, 2 de julho de 2011

CARTAS DE CRISTO

 Mais um trabalho de tradução, com muito prazer, lançamento previsto para Outubro de 2011, e eu já na contagem regressiva...


10, 9, 8... 


Mais de Detalhes

Picasso (Mulher ao espelho)


Um bloqueio ou armas de sedução?
A beleza diante do espelho,
O que procura ao se olhar?
Veja a suavidade do seu olhar,
Veja a sedução na sua pureza,
Veja seu encanto natural,

Por que se esconde da sabedoria?
Por que precisa de uma lógica?
Por que não aceita o que até pode parecer um absurdo?
Se meu amor pode parecer um absurdo,
O que é a fé?
A fé é como o amor,
Um absurdo
Inexplicável, improvável, mas real.
Se desejar me ver, me olhe no espelho
E me veja em seu coração...

Detalhes, diálogo com o espírito Sören Kierkegaard

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Caminho...



No caminho de volta pra casa...
Então é assim que você está? Um vulto negro, um nada,
tenta me assustar? Está certo, me assustou, estou com medo,
quer me convencer de que você não é como aparenta, quer me
convencer pela sedução, me faz tremer, justifico o frio, mas sei
que não é o frio, é o medo, eu tenho medo... Não sei o que me
espera, não sei se me espera, o que adianta saber? O que adianta
ser de mente inteligente se não sei o que me aguarda? Não sei o
que vai me acontecer, você tem que me dizer, alguém tem que
saber, sempre alguém sabe...

Por que quer me assustar?
Não foi minha intenção, não me vejo assim, isso é o desespero,
logo passa, logo vem a suavidade do vento e a suavidade da
luz, logo vem a paz, confie em mim, confie em seu coração, confie
em seu amor, você é sábia o bastante para entender, o que vê
é o medo, só você consegue ser como eu, você é ainda mais do
que eu, tu és ousada, de uma coragem sem fim, em busca da
verdade; da verdade de Deus, em busca da fé, em busca de Deus.
É demasiado seu pensamento, seu raciocínio, não menospreze
sua mente, você pode mais do que deseja, você é mais do

que acredita ser, não desperdice sua sabedoria, evolua, cresça,
assim poderá ser e ninguém nunca te compreenderá, seja mais do
que deseja, evolua, permita-me auxiliar, permita-me você!
Cruel, a vida é cruel, a justiça não mais existe e ainda insiste.
Por que você não me permite, por que você não acredita em mim?
Eu vi Sören, eu vi o que não sei o que é...

Detalhes, diálogo com o espírito Sören Kierkegaard

Detalhes de Detalhes



Certamente, algo estava acontecendo.
A loucura?
A figura, o corpo, a imagem se libertava na morte, assim
como a loucura liberta certamente, estar louco conforta, nos liberta
da ordem, da obediência, da conveniência, de nós mesmos.
A loucura encanta, fascina, a loucura me encanta no seu estado
mais verdadeiro de ser, decerto a loucura é o encontro com a
própria verdade, com a própria realidade, a realidade que se acredita,
essa é a loucura, ser o que se crê, é ser o que se deseja,
mesmo que seja mentira, se crê e basta, essa é a liberdade da
mente, não se oprimir, não se restringir, mas sim se expandir até
onde se deseja enquanto se desejar, exótico, erótico, infantil, até
cruel, ser tudo, todos a qualquer momento e na imaginação de si
mesmo sorrir e chorar sem justificar, ser louco é ser livre no universo
moral, ético, no universo real e da fé. Se eu acredito, sou!

Se eu acredito, posso! Sem lógica, mas na fé em si, no próprio eu,
eu louco, eu livre, eu possivelmente feliz, ou eu morto!

Detalhes, diálogo com o espírito Sören Kierkegaard

terça-feira, 28 de junho de 2011

Mauricio de Sousa em minha vida

Quem me conhece sabe o quanto eu admiro alguns escritores, entre eles Paulo Coelho, Carlos Drummond de Andrade e Mauricio de Sousa entre outros... Mas não vim falar sobre isso e sim vim mostrar um lado do Mauricio em minha vida, que assim como o Paulo Coelho, vem fazendo parte da minha vida desde a infância até hoje em dia, mas logo postarei sobre esse assunto, aqui venho apenas dividir com vocês uma crônica do Mauricio, pra que vocês possam conhecer quem é ele, o homem dos desenhos que deu vida a minha infância e ainda hoje eu o sigo... Meu pai, se vivo estivesse... estaria feliz... ele sabia.


Eu posso!

Ah, esta certeza instigante do fim.
Do nada, ou do tudo.
Mas simplesmente e certamente do desconhecido.

Olhamos para o lado, para o tempo passando, e não vemos mais os amigos chegados.
Vamos perdendo as referências vivas.
Vamos nos perguntando quando será a vez?
Como numa loteria de pedras marcadas. Onde seu número está misturado, mas prontinho para surpreender.

E o depois?
Temos que nos preocupar com isso?
Ou nossa ausência será o castigo para os que ficarem?

Ou prêmio?
Afinal, deixaremos vazios de oportunidades.
Não ocuparemos mais espaços em hierarquia, no mando, na eventual autoridade...

Mas... Eu queria tanto ficar mais um pouco.
E mais um pouco do que mais.
Tanta coisa não vivida.
Mas contada, cantada e desejada.

Se possível com asas, guelras e garras.

Voaria sobre campos, mares e cordilheiras,
Mergulharia nas maravilhas das profundezas,

Me agarraria às rochas, picos e gretas...


Me embrenharia no torvelinho das cidades,
Me emocionaria com sua gente,

Me apoiaria nas suas esperanças...

Abriria os olhos do coração para a beleza,
Cobriria meu amor com tantos beijos...
E não esqueceria da outra metade de nossa alma.

Afagaria pelo, pele, cascos e escamas,
Daria de comer a filhotes esfaimados,
Libertaria todos os enjaulados...

Nas crianças eu gastaria mais de tudo.
Bebendo dos seus olhares ingênuos
A esperança da vida renovada.

Companheiro, pai, irmão,
Mãe se preciso...
Mas junto, presente, de mãos dadas.

Respeitaria meu corpo

Me afastaria das agressões...
Me preservaria para mais um dia, que fosse, de amor a terra.

Procuraria meu Deus com mais empenho,
Toleraria minhas dúvidas sobre seu paradeiro,

Me deitaria na certeza de sua companhia...

Ah, se eu pudesse...
Mas eu posso!
Se estou aqui.

Mauricio de Sousa
11.03.2004

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Outra vida



O sentimento que ainda mantenho
Faz em mim um buraco negro
As lembranças que eu nem mais tenho
Onde a certeza não existe
E insiste

O sentimento que eu nem mais tenho
Faz de mim um buraco negro
As lembranças que ainda mantenho
Onde a certeza não existe
E insiste

O buraco negro que eu mantenho
Faz de mim uma lembrança
Onde a certeza que insiste
O sentimento que mais tenho
E não existe

Faz de mim uma esperança
O sentimento que mais tenho
Onde a certeza que insiste
É a lembrança do buraco negro que mantenho
E não existe

Maldição! A que me tens de regresso...



Por mais que eu me esqueça acordado
Ao sonhar você me invade o pensamento
Tomou minha vida de bom grado
Mas me atormenta o sentimento

Poesia de pura saudade do que eu era
Do que eu sentia quando tinha você
Poesia de pura maldade o que fizera
Tomou de mim o que eu acreditava ser por você

Ilusão pensou que o que eu era, era amor
Ilusão pensou que o que me fizera, era por amor
Ilusão pensou que o que me tornei, foi por amor
Ilusão pensou que o que me mantém, é amor

Maldição!
A que me tens de regresso... 

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Melk - Ao Paulo Coelho

Melk

Nas águas, na margem do Rio Danúbio
Em suas pedras eu sentei e chorei...
O vento frio gelado nevado Danúbio
Cantando em meus ouvidos, sonhei...

Deus! Aos pés do Teu mosteiro sentei
Ouvindo seus sinos doce mel...
Deus! Aos pés do Teu mosteiro, chorei
Ouvindo seus sinos em Melk...

Aos seus pés a mais secreta das cidades,
Um tesouro escondido entre suas margens,
Que pelos expressos OBB cortei campos,
E o verde nascendo entre as neves nos cantos...

Áustria, se apresenta em suas margens, Danúbio
Evolvida aos sons do sino, encanto.
Aos pés de Deus, Stadt Melk, chorei...








terça-feira, 14 de junho de 2011

Meu caro Drummond



Queria lhe falar...


Quando nasci, um anjo dourado
De asas abertas me olhou e disse:
Que seja!

Tentando entender, cresci...
Entre as brincadeiras de roda,
Idas e vindas da escola,
E quando dei por mim me envolvi...

Que seja em sim respondi
A um pedido simbolizando amor.
Que seja entre raios e trovões,
Eu entendi...

Entre o querer ser e o ser,
Há uma enorme emoção,
Paixão ódio rancor ou o que for.

Que seja é o que se escolhe,
Que seja é o que se aceita,
Que seja é o que não se rejeita,
Que seja é o que se envolve.

Anjo, Anjo dourado...
E quem sabe escolher?
Quem aceita sem rejeitar?
E, no entanto todos se envolvem...

Anjo dourado, calado.
Por que não vem me responder?
Amei, chorei, desesperei, mas sorri...

Que seja anjo calado,
Seu desejo uma ordem!
Mas devo confessar,
Que seja eu o meu criar. 

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Que seja!

Imperfeição é quando não está se observando o que quer que seja por um todo, como um todo.





Consciência TTT

Consciência dos três Ts, sobre o início de tudo, como se houvesse um início, um meio e um fim, preferíamos uma explosão, ou adão e Eva para nos dar início a nossa consciência, aos pecados, aos erros e acertos, a dualidade, do que acreditar que somos a consciência criadora de tudo, de todo e do tempo, o que eu chamo de consciência TTT, Tudo, Todo Tempo, é o que somos.
Por isso que eu digo e repito:

 Imperfeição é quando não está se observando o que quer que seja por um todo, como um todo

Venho repetindo essa frase por todo o livro, pois é a frase que representa tudo que está escrito e que ainda vou escrever nesse livro, pois de certo compreende que eu estou no meu presente escrevendo para você que esta lendo ai no seu presente. Tudo o que eu quero dizer nesse livro é que tudo é perfeito. A imperfeição é quando olhamos de perto, sem observar tudo, toda a cena, tudo que envolve seja o que for, o todo, e em todos os tempos. Essa é a verdade!