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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Detalhes


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Por um longo período, fiz da reflexão de todos os males que pensei ter me acontecido em toda minha vida, procurei em cada injustiça encontrar um detalhe que a transformasse em bem, por mais obscuro que pudesse estar, não foi fácil, angustiante me lembrar de coisas que eu procurava esquecer, revi e senti mágoas, pequenos ferimentos já fechados e até alguns tormentos, e em todos, consegui ver um outro lado, consegui encontrar algumas causas e também benefícios seguidos pela reflexão inconsciente do mal acontecido, certamente é uma nova visão de minha própria vida, certamente é uma oportunidade de olhar à própria vida como juiz, e o efeito foi me sentir como um pássaro voando, livre e seguindo em frente, sempre... Livre das injustiças e seguindo em frente, consciente dos efeitos em minha alma...

sábado, 2 de julho de 2011

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Picasso (Mulher ao espelho)


Um bloqueio ou armas de sedução?
A beleza diante do espelho,
O que procura ao se olhar?
Veja a suavidade do seu olhar,
Veja a sedução na sua pureza,
Veja seu encanto natural,

Por que se esconde da sabedoria?
Por que precisa de uma lógica?
Por que não aceita o que até pode parecer um absurdo?
Se meu amor pode parecer um absurdo,
O que é a fé?
A fé é como o amor,
Um absurdo
Inexplicável, improvável, mas real.
Se desejar me ver, me olhe no espelho
E me veja em seu coração...

Detalhes, diálogo com o espírito Sören Kierkegaard

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Caminho...



No caminho de volta pra casa...
Então é assim que você está? Um vulto negro, um nada,
tenta me assustar? Está certo, me assustou, estou com medo,
quer me convencer de que você não é como aparenta, quer me
convencer pela sedução, me faz tremer, justifico o frio, mas sei
que não é o frio, é o medo, eu tenho medo... Não sei o que me
espera, não sei se me espera, o que adianta saber? O que adianta
ser de mente inteligente se não sei o que me aguarda? Não sei o
que vai me acontecer, você tem que me dizer, alguém tem que
saber, sempre alguém sabe...

Por que quer me assustar?
Não foi minha intenção, não me vejo assim, isso é o desespero,
logo passa, logo vem a suavidade do vento e a suavidade da
luz, logo vem a paz, confie em mim, confie em seu coração, confie
em seu amor, você é sábia o bastante para entender, o que vê
é o medo, só você consegue ser como eu, você é ainda mais do
que eu, tu és ousada, de uma coragem sem fim, em busca da
verdade; da verdade de Deus, em busca da fé, em busca de Deus.
É demasiado seu pensamento, seu raciocínio, não menospreze
sua mente, você pode mais do que deseja, você é mais do

que acredita ser, não desperdice sua sabedoria, evolua, cresça,
assim poderá ser e ninguém nunca te compreenderá, seja mais do
que deseja, evolua, permita-me auxiliar, permita-me você!
Cruel, a vida é cruel, a justiça não mais existe e ainda insiste.
Por que você não me permite, por que você não acredita em mim?
Eu vi Sören, eu vi o que não sei o que é...

Detalhes, diálogo com o espírito Sören Kierkegaard

Detalhes de Detalhes



Certamente, algo estava acontecendo.
A loucura?
A figura, o corpo, a imagem se libertava na morte, assim
como a loucura liberta certamente, estar louco conforta, nos liberta
da ordem, da obediência, da conveniência, de nós mesmos.
A loucura encanta, fascina, a loucura me encanta no seu estado
mais verdadeiro de ser, decerto a loucura é o encontro com a
própria verdade, com a própria realidade, a realidade que se acredita,
essa é a loucura, ser o que se crê, é ser o que se deseja,
mesmo que seja mentira, se crê e basta, essa é a liberdade da
mente, não se oprimir, não se restringir, mas sim se expandir até
onde se deseja enquanto se desejar, exótico, erótico, infantil, até
cruel, ser tudo, todos a qualquer momento e na imaginação de si
mesmo sorrir e chorar sem justificar, ser louco é ser livre no universo
moral, ético, no universo real e da fé. Se eu acredito, sou!

Se eu acredito, posso! Sem lógica, mas na fé em si, no próprio eu,
eu louco, eu livre, eu possivelmente feliz, ou eu morto!

Detalhes, diálogo com o espírito Sören Kierkegaard

domingo, 2 de maio de 2010

Sobre Sören Kierkegaard e eu.




Se Sören fosse vivo, estaria completando 197 anos... no dia 5 de maio de 2010, mas, talvez ele esteja vivo, e com apenas 40 anos, e um ligeiro medo que cerca os 42 anos, que seria em 2012. idade a qual Sören morreu... Em 2 de outubro de 1855, Sören caiu e então ficou paralítico morrendo 40 dias depois no dia 11/11 de 1855... mas em um mesmo 2 de outubro, eu nasci, para quem sabe continuar uma caminhada interrompida por um medo de amar...

Quando eu escrevia “Detalhes” eu não entendia o que me ocorria, e então durante a terapia, (muitas sessões conto no livro), fui desvendando, retirando os véus que nos esconde de nós mesmo, e de primeiro instante foi a raiva que se destacou, a raiva pela invasão de Sören em mim, e eu o odiei por muito tempo até que conheci o perdão e o amor incondicional, aprendi a amar incondicionalmente, sua alma era visível e nítida refletida no meu espelho, seus medos, os mesmos medos que os meus, e então fui percebendo cada vez mais que não era ele me invadindo e sim eu abrindo mão do meu ser para que partes de mim se mostrasse visível, e então vi meus defeitos e minha incapacidade de amar em uma outra vida, comecei a me enxergar melhor, e cada vez mais fui me percebendo, como se eu estivesse ignorando o meu melhor, pois sempre o nosso melhor, é o presente, para permitir partes esquecidas, passadas, superadas, mas que até então, eu não tinha consciência nem das partes de mim e menos ainda da superação, e então compreendi a unificação das almas, em amor, em amor incondicional. E então, deixei de odiar Sören, e permiti a Sônia vivenciar o amor, e eu, o meu Eu superior, que é a soma de Sören com a Sônia e todas as suas outras partes que ainda desconheço, mas que fazem parte de Deus, Deus este que é puro amor. E então no espelho, a imagem que eu agora vejo, é de Sônia, de uma Sônia mais consciência, e consciente também de sua ainda inconsciência, e em esperança.

Impossível negar a emoção dessas lembranças, das visões, dos sinos na igreja, a emoção de cenas não reveladas no livro, que um dia, ainda revelarei, primeiro passo é compreender um passado ao qual condenei ser cruel, cruel um sedutor incapaz de amar, mas que por amor, não desistiu de se descobrir.

Então, “Detalhes” Diálogo com o espírito Sören Kierkegaard, eu diria uma agenda da loucura e da sanidade, o encontro do passado com o presente preparando um futuro em amor. 

A visão do funeral, ainda impossível de se lembrar sem chorar, o som dos sinos, ainda dispara meu coração, mas... compreendo.

sábado, 7 de junho de 2008

Detalhes, Diálogo com o espírito Sören Kierkegaard



Detalhes
Diálogo com o espírito Sören Kierkegaard

“A nossa mente é como um oceano, pouco explorado, pouco navegado na sua imensidão...” e é explorando sua mente que a autora revela detalhes de sua terapia de regressão a vidas passadas.
Em detalhes sonhos, visões e projeções, de forma subjetiva que leva ao leitor a vivenciar suas experiências resultando em uma reflexão profunda do existir, do ser interiormente, desvendando o passado e revelando como e porque agimos no aqui e agora, resgatando e ampliando ainda mais a compreensão de amor incondicional em um diálogo com o espírito de um teólogo e filósofo dinamarquês do século XIX, e desse diálogo se extrai que a verdade é subjetiva e que o realmente importante, é a verdade pessoal, o ser, o existir e o experimentar verdadeiramente sua existência, um diálogo em que ele conclui “Você não vai encontrar a verdade, você vai se tornar a verdade... a verdade é ser e não estar...”.

Sônia Vianna Landeo

domingo, 1 de junho de 2008

Escrever poeticamente

Escrever poeticamente...

E o que é morrer?
É deixar o corpo, ser livre, voar,
É poder estar, poder sentir,
É viver, é seguir,
Ter o coração como guia,
Deus como amigo
E o que mais importa?
A verdade importa,
Qual minha condição agora?
O que eu devo fazer?
Não há fundamento,
Apenas o amor,
Envergonho-me por amar,
Amar é tolo, é fraco,
Se covarde, foi por proteger,
Se ousado, foi pra encorajar,
Viver só, estar com Deus, ter fé e amar,
Não permitir a hipocrisia,
Não permitir a dor da perda da felicidade,
Não saberia ser feliz,
Não seria grato o bastante,
Não seria digno, merecedor,
Não seria justo sofrer por amor
E, no entanto, sofro,
Sofro sem saber da felicidade,
Sofro por julgar-me e julgo sem perceber,
Vivo o efeito de meus atos,
Vivo as conseqüências de minha enlouqüência,
Vivo minha condição
Ou não vivo nada?


A morte

O cerimonial fúnebre
O enterro do corpo
O cemitério
É como uma fábrica de alimentos,
Empacotamento,
Em um caixão colocamos o corpo,
Organizado, disciplinado,
Como se importasse,
Como se fizesse diferença
Mas, ao enterrar, no fundo
Estamos entregando o corpo
Aos nossos próprios germes,
As nossas próprias pragas
E nos deterioramos pouco a pouco,
Mas não ocupamos que
Transforma em alimento,
É natural,
Assim como é natural a nossa alma
E por que importa o corpo?
Entenda a alma,
Sinta a alma,
É possível, veja seu próprio “eu”
Sem medo,
Seja ousada,
Se tomada por louca?
Saberá que louca é a consciência
De si própria.
Ouse!

Não importa o que os filósofos dizem,
Eles mentem!
Não importa os que os poetas dizem,
Eles mentem!
A ninguém nada importa
A não ser a si mesmo
E não importam em que condições estão,
Se vivos?
De vida, de corpo, de alma, espírito...
Espírito?

Um desespero,
Não tão humano,
Um desespero sem fim,
Uma angústia sem fim,
E até quando?
Se a desejo eternamente,
Se desejo amar eternamente,
Assim deveria ser para todos que amam,
Se amar realmente, é para sempre,
Se me dói, é a condição de amar,
Se me faz sofrer, é o amor das almas,
Se me dói, se me faz sofrer, por que amar?
Por que não deixar de amar?
Por que não sei viver, nem morrer?
Uma visão diferente

É como olhar do alto
Ver o mundo com outra alma
Sentir com outro coração
Pensar com outra mente
Escrever com outra mão
Uma caneta diferente
Um papel diferente
Por um instante me confundo
Não sei de mim
Não sei o ser que se manifesta em mim
Sou corpo, sou alma,
Sou sentimento e pensamento
Sou espírito e vivo
Em busca de uma razão
De uma verdade que justifique
Ousadia?
Pode parecerOrgulho?
Pode ser
Mas se amo, amo pra sempre
E pra sempre vou te amar.

Sônia Vianna Landeo

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Imagem, espelho...

Imagem, espelho...

Diante do espelho, eu me vejo em paz, rosto suave, um leve sorriso, intenção de seduzir?
Certamente é sua intenção, seduzir-me mostrando a mim mesmo em paz, mostrando minha imagem em paz...
Às vezes o sinto ao me olhar no espelho, o vejo em meu olhar, o que seria essa sensação? Seria sua imagem ou seus sentimentos em mim?
Não mais me importo em saber o que me acontece de fato, já o entendo, aceito como meu destino, acredito que estamos encontrando uma harmonia, estamos cada vez mais em paz, talvez estejamos encontrando juntos o nosso caminho, o caminho da paz, e, no entanto, percebo minha lucidez retornando, o percebo como luz, quando me vejo lúcida, o vejo iluminado, como se cada um de nós estivesse nos encontrando, cada um em sua condição, cada um em seu caminho de luz.Precisamos dessa condição diferente para um futuro, e o benefício?
A fé e o amor que desenvolvi é algo que jamais alguém conseguiu me mostrar como me mostra com tanta intensidade, entender a liberdade, não sei nada de ninguém, respeitar, liberdade não é estar livre de algo ou alguém, liberdade é ser e fazer conforme suas próprias vontades, seus desejos, justos e dignos, digo justos e dignos para não ficar preso na consciência, a verdadeira liberdade é a consciência livre seja de preconceitos, pecados, livre das conveniências...
Seja da conveniência religiosa ou da sociedade.

Sônia Vianna Landeo

sábado, 3 de maio de 2008

Leis de Deus


Leis de Deus



Entendo que não sabemos nada sobre as leis de Deus e, no entanto, parece que somos os criadores do mundo limitando nossas crenças, prepotência, chega até ser arrogância e muita ignorância.

Não! Não me peça para ser suave nas palavras, para medir palavras, é preciso palavras atuantes, que causem efeito, que faça ao menos refletir, certamente em toda e qualquer reflexão haverá algum efeito, mesmo que esse efeito seja mais e mais dúvidas e questionamento, a inquietação fará com que se busque uma resposta, e essa busca pelas respostas é o verdadeiro viver, pois viva intensamente, busque suas respostas mesmo que se multiplique as duvidas, pois estamos mais próximos de Deus quando temos dúvidas, e é com Ele, que lentamente e adequadamente, enfim, obteremos as respostas, mas certamente tudo em seu tempo.

Sônia Vianna Landeo

domingo, 6 de abril de 2008

Loucura



Certamente, algo estava acontecendo, a loucura?


A figura, o corpo, a imagem se libertava na morte, assim como a loucura liberta certamente, estar louco conforta, nos liberta da ordem, da obediência, da conveniência, de nós mesmos, a loucura encanta, fascina, a loucura me encanta, no seu estado mais verdadeiro de ser, decerto a loucura é o encontro com a própria verdade, com a própria realidade, a realidade que se acredita, essa é a loucura, ser o que se crê, é ser o que se deseja mesmo que seja mentira, se crê e basta essa é a liberdade da mente, não se oprimir, não se restringir e sim se expandir até onde se deseja enquanto se desejar, exótico, erótico, infantil até cruel, ser tudo, todos a qualquer momento e na imaginação de si mesmo sorrir e chorar sem justificar, ser louco é ser livre no universo moral, ético, no universo real e da fé.

Sônia Vianna Landeo


Trecho do livro que virou introdução de um show do grupo musical Libertas Mória do Distrito Federal, ouça no Palco MP3: http://palcomp3.cifraclub.terra.com.br/libertasmoriasite/



Detalhes de "Detalhes"


Sören Kierkegaard viveu apenas 42 anos



Sören entrou em minha vida lentamente e muito demorei a aceita-lo e a entende-lo e, no entanto ele me compreende e me conforta em um momento de grande conturbação e transformação em minha vida que resultou na mudança da cidade do Rio de Janeiro para Curitiba. Sören em seu desespero, e muitas vezes demasiado orgulho, consegue, mesmo que possa parecer uma maneira inadequada, me passar sentimentos de paz, fé e amor em Deus, e essa fé é a que me fez ter forças e organizar alguns textos escritos na maior solidão, solidão esta que o fez se apresentar e me acompanhar como prova de um amor incondicional, e agradeço a Deus por me permitir viver o que posso dizer uma experiência divina.

À noite

Observar e ser observado... Parece irônico, e é até descobrir que se pode observar a si mesmo, e me pego sorrindo ao me ver te admirando, ao me ver te olhando no espelho, desejas me ver, desejas ver sua própria alma, chega a me ver em seus próprios olhos, somos um único ser, no amor...Assusto-me com seu pensamento, sua estética me perturba, sabe me fazer esquecer o presente me fazendo pensar no passado como se não houvesse o futuro e menos ainda a eternidade, como se só a mente importasse, me faz admirar sua astúcia, me fazendo desejar decifra-lo, e o efeito? Depende de como vejo você, de como julgo você, com amor ou com ódio?
E isso é perfeito, certamente concorda com meu pensamento, meu pensamento? Funde nossos pensamentos, nossas almas... Mas, ao nosso redor, é demasiada a interferência, precisamos harmonizar as intenções. Elevados pensamentos, o coração inquieto, o pensamento inquieto – tortuoso, infiel e indecifrável – um sopro de paz lentamente... Amor, ódio, limites.