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domingo, 27 de janeiro de 2013

Um beijo...


E um beijo ela lhe deu quando muito perto ele chegou, ele surpreso correspondeu...

E o silêncio se estendeu até que uma pergunta se fez.

- E agora? Ele perguntou.

- Seguiremos normalmente. Ela respondeu entre outras palavras...

E então um beijo ele lhe deu.

E o beijo se estendeu até que foi interrompido pelo sorriso dos dois que loucos entenderam...

Entenderam que são felizes porque assim desejam ser, sem machucar, sem magoar, sem nem mesmo aprisionar... Sem preconceito, sem conceitos, sem intenções nem mais nem menos...

Nem mais nem menos...

Um tempo depois... Ela lhe diz:

- Você vai se esquecer...

E ela acorda

domingo, 28 de agosto de 2011

E o fogo...



Eu me vi ao vento... E ao meu lado minha irmã de alma, usávamos vestidos longos, de muitos panos um sobre o outro, soltos, ao vento e cavalgávamos... Ouço o barulho de mais cavalos, o sorriso se quebrou dando lugar ao medo... Corre! Ela grita... E eu tento correr... Ouço um disparo, um tiro a acerta pelas costas, eu paro e me entrego ao homem do cavalo branco... Ele, com sua roupa de fé ocultava o preconceito e o medo do desconhecido... Sua curiosidade era um pecado, seus sentimentos impuros... Sua covardia em suprir seus reais desejos e curiosidade, fez entregar seus receios, seus medos ao poder... E o poder... Reuniu todos os medos e em fogo declarou o fim dos pecados... Pecado maior é o do poder em abusar do poder e matar... Mas seus olhos... Seu olhar direto ao meu... Eu me lembro... Não se torture isso vai passar, em outras palavras, sentimos... E todo medo se transformou em certeza da imortalidade da alma e nos Pirineus ainda sopra o vento entre a luz do sol, luz do fim do dia, entre as árvores a luz da lua... E o infinito se mostrará... Em outra vida... Outro lugar...
Sonhos, visões, certezas e dúvidas, medos, medo e coragem... E novamente o mesmo olhar... Já nem é mais pecado, e um aroma que enfeitiça é o mesmo que cura a alma... E a certeza nem se faz mais necessária, já que a dúvida nem mais existe, e o amor que insiste... Então se escreve... Destacamos nossos melhores e escondemos nossa alma, proteção, cautela, prudência, covardia... Não! Compreensão... Verdade...  E o vestido ao vento se queimou... Libertando uma alma aprisionada no tempo, ao preconceito do poder, da religião, do medo... Alma essa em amor e perdão... Ilusão, imaginação, sensação... Recordação... Alma essa livre que voa de encontro ao perigo, ousada, assustada... Vai longe, entra no castelo do poder... O mesmo olhar se apresentou e me fez gelar, me fez tremer e perdoar com um toque forte no aperto de mão, libertando o que restou de medo... Mas a calma da alma me fez sentir em paz e me elevo... E as palavras desconcertadas, perdidas no sorriso, na calma, na paz, em luz...
Delírio no silêncio das almas...

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Sonhos...



E os sonhos não realizados, porém sonhados...
E os sonhos não sonhados, que de tão encantados, consideramos sonhos sonhados...
Mas, os sonhos que carregamos no peito, escondido no fundo da alma, aqueles não realizados, os mais secretos dos secretos, o mais seguro que de tão protegido parece desaparecer...
Parece, pois nenhum sonho sonhado, realizado ou não desaparece, ele apenas se aquieta e te dá uma sensação ilusória de paz...
Se não chegar a compreensão dos sonhos, sejam realizados ou não, eles podem vir a se tornar pesadelos, mas ao chegar à compreensão, eles se tornam leves, te levam paz, mesmo sendo um sonho não realizado.
E os sonhos de amor...
E os sonhos profissionais...
E os sonhos de vida, e de vida além da vida...
E os sonhos dos sonhos...

Hoje eu tive um sonho, um sonho dos sonhos...