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domingo, 27 de janeiro de 2013

Um beijo...


E um beijo ela lhe deu quando muito perto ele chegou, ele surpreso correspondeu...

E o silêncio se estendeu até que uma pergunta se fez.

- E agora? Ele perguntou.

- Seguiremos normalmente. Ela respondeu entre outras palavras...

E então um beijo ele lhe deu.

E o beijo se estendeu até que foi interrompido pelo sorriso dos dois que loucos entenderam...

Entenderam que são felizes porque assim desejam ser, sem machucar, sem magoar, sem nem mesmo aprisionar... Sem preconceito, sem conceitos, sem intenções nem mais nem menos...

Nem mais nem menos...

Um tempo depois... Ela lhe diz:

- Você vai se esquecer...

E ela acorda

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Passarinho na gaiola



Já disse que não sou santa e nem pretendo ser, sou poeta de alma (poetisa é coisa de gramática)... Tem coisas que amo, e tem coisas que não suporto, é meu direito assim como respeito seu direito... Quase sempre observamos e julgamos as atitudes alheias, mas quem reconhece as próprias atitudes tem também o direito de mantê-las, por mais que possa parecer errado, é outra questão de julgamento... Nem tudo na vida é pra sempre, nem mesmo a vida é... Pense nisso e respeite o tempo das coisas, mesmo que tempo seja uma questão de crença... Não acredito no tempo... Porém, reconheço que vivo dentro do mundo do tempo, (enquanto acordada)... Mas meus sonhos é o meu único pertence, nada, além disso, realmente me pertence, sonhos são os mais particulares dos acontecimentos, exclusivos, compartilhados apenas com quem se escolher... Vida, vida, vida, respeite sua própria vida, e não engane a si mesmo, quando tiver coragem de se olhar de frente, se verá muito mais forte e humildemente se reconhecerá humano... Como poeta eu voz digo, ame seu mais profundo sonho, case-se com seus desejos e seja feliz a sua escolha. Julgar, diz mais a respeito de quem julga do que do julgado, li isso em algum livro e concordei em gênero, número e grau... Sabedoria, quem sábio é, sabe que sábio é um sonho, é o desejo de saber e saber e saber, e em busca vai... Sabe-se que o ego e o orgulho fazem parte do ser humano, e muitos confundem humildade e ainda acusa a quem não foi humilde por se valorizar com arrogância... Santa prepotência... Sou assim... Poeta da luz que vai a busca da sua própria iluminação, se descobrindo, se criando e se recriando; assumo que o que hoje sei é nada, e que amanhã posso mudar de ideia, me sinto assim como um bambu, flexível, mas com fortes raízes nos meus sonhos... Posso estar escrevendo a maior das bobagens, mas, no momento é o que vem da minha alma, que hoje se sente colorida, fazendo parte da vida e lamentando a quem não a suporte, sinceramente não me importo, se eu me importar estarei dando a terceiros o poder da minha felicidade e assim estarei negligenciando meu viver, dando a outros a minha responsabilidade de felicidade, quanto abuso estaria eu cometendo... Respeito cada ser, mas a mim também, inclusive! Gosto de escrever, de compartilhar, mas não gosto de receber ordens, aprenda algo sobre uma libriana, posso ser a mais compreensiva das pessoas, desde que não me sinta oprimida, aí viro passarinho na gaiola e na primeira oportunidade saio voando e jamais volto... Sou assim hoje, amanhã posso mudar, é meu direito de evoluir e ser livre, enquanto eu viver...  

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Não existe



Não existe o que não criado for,
Seja o que for - criado foi,
Até o que não criado,
Criado foi o não criar.
Não existe o que não existe.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Mauricio de Sousa em minha vida

Quem me conhece sabe o quanto eu admiro alguns escritores, entre eles Paulo Coelho, Carlos Drummond de Andrade e Mauricio de Sousa entre outros... Mas não vim falar sobre isso e sim vim mostrar um lado do Mauricio em minha vida, que assim como o Paulo Coelho, vem fazendo parte da minha vida desde a infância até hoje em dia, mas logo postarei sobre esse assunto, aqui venho apenas dividir com vocês uma crônica do Mauricio, pra que vocês possam conhecer quem é ele, o homem dos desenhos que deu vida a minha infância e ainda hoje eu o sigo... Meu pai, se vivo estivesse... estaria feliz... ele sabia.


Eu posso!

Ah, esta certeza instigante do fim.
Do nada, ou do tudo.
Mas simplesmente e certamente do desconhecido.

Olhamos para o lado, para o tempo passando, e não vemos mais os amigos chegados.
Vamos perdendo as referências vivas.
Vamos nos perguntando quando será a vez?
Como numa loteria de pedras marcadas. Onde seu número está misturado, mas prontinho para surpreender.

E o depois?
Temos que nos preocupar com isso?
Ou nossa ausência será o castigo para os que ficarem?

Ou prêmio?
Afinal, deixaremos vazios de oportunidades.
Não ocuparemos mais espaços em hierarquia, no mando, na eventual autoridade...

Mas... Eu queria tanto ficar mais um pouco.
E mais um pouco do que mais.
Tanta coisa não vivida.
Mas contada, cantada e desejada.

Se possível com asas, guelras e garras.

Voaria sobre campos, mares e cordilheiras,
Mergulharia nas maravilhas das profundezas,

Me agarraria às rochas, picos e gretas...


Me embrenharia no torvelinho das cidades,
Me emocionaria com sua gente,

Me apoiaria nas suas esperanças...

Abriria os olhos do coração para a beleza,
Cobriria meu amor com tantos beijos...
E não esqueceria da outra metade de nossa alma.

Afagaria pelo, pele, cascos e escamas,
Daria de comer a filhotes esfaimados,
Libertaria todos os enjaulados...

Nas crianças eu gastaria mais de tudo.
Bebendo dos seus olhares ingênuos
A esperança da vida renovada.

Companheiro, pai, irmão,
Mãe se preciso...
Mas junto, presente, de mãos dadas.

Respeitaria meu corpo

Me afastaria das agressões...
Me preservaria para mais um dia, que fosse, de amor a terra.

Procuraria meu Deus com mais empenho,
Toleraria minhas dúvidas sobre seu paradeiro,

Me deitaria na certeza de sua companhia...

Ah, se eu pudesse...
Mas eu posso!
Se estou aqui.

Mauricio de Sousa
11.03.2004

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Feliz aniversário!


Seria hoje... Hoje meu pai faria 74 anos, 27 de outubro de 2010, mas este dia não chegou para ele, não da forma em que estávamos acostumados, lembro do aniversário do ano passado, eu daqui de longe fiz um bolo e soprei a vela com meu filho desejando felicidade, fotografamos e enviamos por e-mail, e nos falamos também por telefone, e por msn... momentos estes que não esqueço jamais. E a saudade permanece, enquanto provocam em mim "crises pensamentais" me distraio com o pensamento de como deve estar sendo o dia de hoje para o meu pai, e comentando com o meu filho que simplesmente falou da possibilidade de ter um bolo enorme lá do outro lado, e por engano menciono vó e logo em seguida vô, e então tendo a certeza da festa lá no céu, se assim devo dizer, pois pra mim é lá no outro plano, em astral, sem tempo, sem dores, sem culpas, sem medos, em luz!

Pai, é meu desejo, LUZ!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Rubem Alves (em Curitiba)

Rubem Alves e eu


O que eu poderia dizer de um escritor o qual eu nunca li um livro inteiro se quer? Não vou aqui fazer como a maioria das pessoas fazem em relação ao Paulo Coelho, criticar sem ler, não!

De forma alguma seria capaz de criticar ou elogiar uma obra sem a ter lido inteira, e ler é o que farei com o livro “Desfiz 75 anos” de Rubem Alves, mas posso aqui falar da primeira impressão, afinal, a primeira impressão é a que fica. (Brincadeira, rs). Pude assistir a um bate papo com o Rubem Alves onde pude perceber o lado escritor de sua obra, os fatos reais disfarçados em seus contos, suas verdadeiras impressões do mundo nas linhas de seus livros, suas experiências, seus medos e até sua revelação de não ter a certeza de nada, um ponto em comum que tanto me confortou e que acredito ser natural de um escritor, um poeta. Seu humor dá leveza e realidade aos seus livros, e ele diz apenas que “O importante é pensar e não dá respostas” e ilusão os que pensam que vestibular é o que leva a inteligência, ele até confessou odiar vestibular, concluindo ele diz que a inteligência é igual ao pênis e depois de detalhar o órgão masculino o ridicularizando e o diminuindo, ele diz que se provocado vira um foguete e sai explodindo e vendo o céu, as estrelas, finalizando que a inteligência precisa ser provocada. E a platéia, de com certeza mais de cem pessoas em um pequeno auditório na primeira Bienal do Livro do Paraná, em Curitiba, com pessoas sentadas ao chão, o aplaude sem parar, seu humor é contagiante e por fim na hora de algumas perguntas entre a platéia, que se arrisca em falar depois de uma hora o ouvindo, pois todos parecem estar congelados, anestesiados em reflexão, ele conseguiu! Todos estavam pensando naquele momento, enfim... e as primeiras pessoas que conseguiram soltar a voz, o encheram de elogios, emocionados e emocionando, tamanho amor e gratidão refletida nas palavras de cada uma delas. E eu chego a me envergonhar por não conhecer seus livros, mas não... Ele mesmo diz que conheceu a literatura com seus 40 anos, e que antes lia apenas para fugir de sua realidade, o que não devemos nunca fazer... Por fim, um período para autógrafos, quando eu tive a oportunidade de conversar, tanto sobre Soren Kierkegaard, e seu comentário de ter sido o primeiro filósofo a fazer parte do seu tempo de leitura, estamos então em uma sintonia antes desconhecida, percebi, chego a o pedir perdão, afinal, eu ainda não tinha lido nada dele, e ele respondeu a altura, dizendo que ainda não tinha lido meu livro, me fazendo assim me sentir bem, em tom de igualdade de realidade, seus medos meus medos, suas inspirações, minhas inspirações, a vida, nada além da vida, as experiências refletidas em suas linhas, assim as minhas... Resumindo, mais uma noite especial nesse ano de 2010, anos de perdas, ou melhor, entendimentos e conhecimentos.

Obrigada Rubem Alves pela sua verdade.

Então, desfiz 41 anos...

   

Afinal, nada é por acaso!

terça-feira, 5 de outubro de 2010

PAI!

Resolvi hoje falar de um assunto que me calou por estes dias, o falecimento do meu pai em 24 de agosto.
Como ainda não é fácil falar sobre esse assunto, venho aqui agradecer.


Agradeço pela escolha dele em vir para Curitiba e consequentemente veio a ficar sobre meus cuidados, sei que a escolha foi para tentar se salvar, mas pude ao menos o confortar pelo mês que se seguiu...
Agradeço pelas nossas conversas entre hospitais, passeios de ambulâncias, e entre exames, tanta sabedoria, tanta compreensão e amor incondicional...
Agradeço pelas palavras e olhares de carinho, mesmo em desespero, seu olhar soube me dizer mais que as palavras seriam capazes de se expressar...
Agradeço pelo tempo em que estivemos juntos, e entre escaldas pés aromatizados, e calores pelo corpo, o frio ficou despercebido, ficando assim possíveis e confortáveis seus últimos momentos...
Agradeço pelo tempo que Deus me deu para poder sorrir e chorar, sentir e compreender sua despedida...
Agradeço a Deus pelo pai que sempre foi, e ainda é em minha memória...
Meu coração engrandeceu nesses momentos entre ele e eu... 
Obrigada!