segunda-feira, 30 de maio de 2011

Máquina do Tempo


Máquina do tempo

Correndo pelas ruas,
Pique pega é a brincadeira,
Um corre e toca no outro,
Está comigo, preciso correr... 

Um lindo rapaz parado a me olhar,
Em um círculo de amigos mantendo o olhar,
Vai ser meu! Eu digo.
Em seguida entro de branco na igreja... 

O primeiro choro... é um menino!
Eis que um filho é bem vindo,
E mama, corre, estuda, trabalha...
E noivo se prepara para se casar. 

Um choro... outro menino!
E nova festa a celebrar,
Joga bola, estuda, se planeja.
Um amigo a me acompanhar... 

Eis algumas lembranças que,
Quando eu corria sonhava com o futuro,
Meu presente...
Lembrando do meu passado imaginando o futuro... 

O que sou? Eu me pergunto.
Eis que sou a máquina do tempo,
Chamada corpo humano, a mente que lembra...

O ser.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Lenda de amor...



Lenda de amor

O corpo treme,
Perco o controle,
Pouco consigo enxergar...
Fui tomado pela emoção de um olhar...
Descontrolado olhar...
Sem saber o que dizer,
Nem mesmo o que fazer,
Fecho meus olhos e me procuro...
Não me encontro em mim,
Não me encontro nem mesmo fora de mim...
Desapareci, inexisti, me ausentei de mim mesmo, me abandonei
E me tornei uma lenda de amor...

Sônia Vianna Landeo

terça-feira, 3 de maio de 2011

O Islamismo não é Terrorismo


O Islamismo


O que é o Islã?

A resposta é simples, Islã ou Islam em árabe significa “submissão”, significado simples, porém extremamente forte, e vem à dúvida, submissão? Porque tanta gente então procura por uma religião cujo significado é submissão? E submissão a que, ou a quem?
E novamente a resposta é simples, submissão a Deus, o Criador do universo.
Essa é a condição de ser muçulmano, se entregar a Deus e se submeter a Sua vontade em todos os sentidos, pois o Islã compreende não só a esfera espiritual, como também a material e social do ser humano, o ser e ter completamente submissos as leis de Deus.

A crença em Deus único, Allah, que não é um Deus exclusivo para os muçulmanos, e sim a palavra Deus em árabe, Deus único, o Criador do Universo e de tudo o que há nele, “Allahu Akbar”, ou seja, Deus é maior, ou Deus é o maior, frase repetida no chamamento para oração, ou mesmo no decorrer do dia, a qualquer hora, a qualquer momento em que sinta vontade, desejo ou necessidade de dizer a Deus que, Deus é maior, e que Deus esta acima de tudo, no entanto, isso não significa que Deus estando acima de tudo se deva menosprezar a vida terrena, não! Pelo contrário até, é justamente por ser Deus o Senhor do Universo, que faz com que os muçulmanos sigam uma única direção. Os muçulmanos não só NÃO se envergonham como se orgulham de serem submisso a Allah, e se prostram em oração a cada manhã, a cada por do sol, a cada noite, cinco vezes por dia, todos os dias no mesmo horário, se prostram em agradecimento e reconhecimento de Deus Criador, e vem à aurora como um sinal de Deus; e o tempo se torna possível contar, e em oração todos juntos seguindo na mesma direção, glorificando ao Senhor.

“E recorda-te do teu Senhor intimamente, com humildade e temor, sem manifestação de palavras, ao amanhecer e ao entardecer, e não sejas um dos tantos negligentes.Porque aqueles que estão próximos do teu Senhor não desdenham em adorá-Lo, e O glorificam, prostrando-se ante Ele.” "AL A'RAF" (OS CIMOS) 7ª Surata, versículos 205 e 206. 

“É Ele Quem faz despontar a aurora e Quem vos estabelece a noite para o repouso; e o sol e a lua, para cômputo (do tempo). Tal é a disposição do Poderoso, Sapientíssimo.”
"AL AN'AM" (O GADO) 6ª surata, versículo 96

Então, ser muçulmano é em todos os aspectos ser submisso a Deus, é total aceitação e total obediência aos ensinamentos de Deus, que Deus, O Onipotente, revelou através do Arcanjo Gabriel, ao Seu último profeta, Maomé, o anunciado por Jesus.

Entre eles, Sônia Vianna Landeo (Obra não publicada)

quinta-feira, 17 de março de 2011

E o Rio de Janeiro continua lindo...



E o Rio de Janeiro continua lindo...

Fevereiro e março, alô, alô Barack Obama, te aguardamos em março... 

Mas que irônico é! Nosso querido povo carioca, que insiste em adiar o início do ano, para depois do carnaval, eis que surge uma nova desculpa para um novo adiamento, a visita do Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama que dispensa apresentações, virou celebridade, que seu brilho seja de pura luz, sonho meu, sonho meu... 

Mas esse povinho da praia e do carnaval já se prepara para o encontro histórico, encontro esse que está sendo todo cuidado, preparado, organizado, paparicado, ruas sendo preparadas, opa! Apareceu dinheiro para cuidar das nossas ruas, pena que não está nos planos do presidente passear pela Avenida Brasil, eu sugeria! Quem sabe assim não receberia uma atenção a tempo solicitada, sem se esquecer da passarela que esta semana foi atropelada por um ônibus, sim! A passarela estava caindo a ponto do ônibus que passa diariamente - entre outros aos milhares lotados, ter interrompido seu trajeto pela passarela caída, e este ônibus permaneceu sendo o pilar da própria passarela, é o jeitinho brasileiro. 

Querido Obama, visite a zona Oeste, mas não me refiro a Barra ou ao Recreio, e sim Magalhães Bastos, (será que há no mapa?) visite também a Vila Militar, lá onde há os pára-quedistas e os soldados soltando pipas nos dias de sol, que são muitos no nosso Grande Rio, enquanto isso os bandidos estão ocupados fazendo blitz falsas, sim! Um perigo constante, mas o exercito não tem nada com isso, a menos que vire uma guerra, mas guerra de tráfico não é considerada uma guerra...

Contudo agradeço Obama, pois sua visita já serviu para tapar alguns buracos, pintar alguns meio fios, mesmo que possa ter sido caro esses acertos, melhor que não ter melhorias nunca. 

Curta o Cristo embora seja um turismo caro demais para os cariocas, poucos já estiveram aos pés de Cristo, mas tenha certeza de que será um passeio inesquecível, embora poucos minutos sejam o suficiente, mas devo confessar, de lá de cima entenderá o porquê todos dizem que “O Rio de Janeiro continua lindo” afinal, de longe tudo é perfeito.  

Nos dias de verão


Quando pensei em criar uma coluna de crônicas holística, me veio em mente unir a natureza, as estações do ano, como agirmos e como sentimos as mudanças do tempo no humor, na moda, na decoração, no corpo, na mente e na alma e logo pensei na estação em que estamos vivendo, o verão, estação quente, porém chuvosa, catastrófica literalmente, e os efeitos na moda que é cafonérrimo, sem o perdão da palavra, me refiro a misturas de botas com vestidos curtos ou de alças, com casacos de cores quentes sobre as roupas de cores frias, sem esquecer-se do guarda chuva, acessório fundamental para os dias de dezembro, janeiro, fevereiro, março... Afinal, não para de chover.

Bom, ainda estamos em março e é visível a confusão mental das plantas, árvores que florescem na primavera, porém floridas em pleno carnaval, os gira-sóis que se armaram de botões, não sabem pra que lado girar e se entregam ao suicídio com a esperança de ver uma luz no fim do túnel, já que o sol, sol? O que é isso mesmo? Lembrei! Aquele artigo decorativo que se coloca no hall de entrada para atrair boas energias para o ambiente, e assim ter energia para passear nos parques, assim que a chuva parar, claro!

Enquanto isso uma pausa para uma meditação, já que em Antonina e em Morretes, impossível passear, as chuvas deixaram metade dos moradores desabrigados, graças a Deus poucos morreram, o pior está acontecendo é no Japão que depois do terremoto de 8,9 da escala de sei lá o que, veio o tsunami que lavou e levou a alma de milhares de pessoas, e aos que sobreviveram, por algum motivo acabaram por merecer quatro usinas nucleares explodindo em partes espalhando uma grande nuvem nuclear indo em direção a Tókio, ameaçando aos Estados Unidos e a Europa, mas sem grandes problemas, avisam os “responsáveis” eis o maior perigo, confiar no que dizem os poderosos...

Aqui, os poderosos estão cuidando bem do nosso trânsito instalando lombadas eletrônicas até mesmo nas ruas de barro onde só passam carroças e bicicletas, um novo escândalo político, nossos BBBs da política na grande mídia com câmeras indiscretas, salve, salve a tecnologia! Mas é pro nosso bem, supõem os políticos... mas é a vida e ela tem que ser vivida e jamais omitida.

Se há algo errado, talvez seja a mão que segura a luz, ou a própria luz...



...

terça-feira, 15 de março de 2011

E o amor está ameaçado...



Ele a atende atenciosamente, gentilmente, preocupado com seu bem-estar e em resolver ao seu problema, curioso ele questiona além do necessário, mas o que é necessário? O que a burocracia exige ou o que a alma nos pede no seu íntimo em silêncio, e agora? Ele acredita que o universo conspira ao seu favor, aprende com ela sobre os segredos da alma como diz um ditado popular, “Há males que vem para o bem!” e eis que surge uma linda menina que o faz lembrar-se de suas responsabilidades despertando um medo inconsciente, ele deseja manter a paz que sente no momento, mas teme que essa paz o tire do eixo, e sente ameaçando o seu amor, o amor que por anos lutou e acreditou e chega a sofrer pelo medo inconsciente, mas a paz é recíproca assim como o medo e a insegurança que ameaça ao seguro amor, e ele retribui a paz ampliando um elo na corrente de possibilidades com um cartão de visita que simboliza uma vírgula deixando por conta do acaso que crie um ponto final, mas o acaso não existe, é como diz o ditado “nada é por acaso”. E o prejuízo que os apresentaram se transformou em lucro pelo encontro de almas afins em paz... 

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Como um raio em minha vida


Hoje me sinto ligeiramente triste...
E alegre ao mesmo tempo,
Vivenciando uma saudade sem volta,
E ainda assim, me vejo sendo grata.
Hoje completa três meses que ele partiu,
E então um grande amigo se foi...
Por que perdemos nossos melhores amigos?
Por que perdemos as pessoas com quem mais nos entendemos?
Ainda me lembro de nossas conversas,
De tudo um pouco, e muito de tudo um pouco...
Há pessoas que são insubstituíveis,
Ainda não sei se todas, mas algumas sim,
Algumas ainda sentimos como especiais, e sim, especiais!
Conversas longas, e até as pequenas e rápidas, mas carregadas de tanta sabedoria.
Costumo dizer que nada é por acaso,
E que quando “perdemos” alguém, é de certa forma obra de Deus.
De Deus em um sentido amplo, não por destino, mas por elevação.
Há pessoas que passam feito um raio em nossa vida,
E podemos interpretar de diversas formas,
Como a de destruição e estrondo,
Ou pela iluminação e energia...
Há pessoas que nada sentem quando se perde um alguém,
Ou por se sentir livre, ou insensível,
Apenas uma forma de interpretar e vivenciar.
Há pessoas que nos faz falta, e há pessoas que nem notamos sua falta.
Meu pai é uma das pessoas insubstituíveis pra mim,
A que veio iluminar e me devolver uma energia antes estagnada,
Hoje eu me sinto livre mesmo com a falta dele,
Pois é como escolhi interpretar e vivenciar.
Não era um desejo o perder, mas respeito ao desejo dele...
O desejo de ir...
E quando compreendemos o tempo em que as pessoas permanecem em nossa vida,
Descobrimos que o tempo não existe,
E que jamais alguém deixa de fazer parte da nossa vida,
Ou seja, jamais o perdi.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

A lenda do poeta e do filósofo



Houve em certo tempo uma história do poeta e do filósofo, que até hoje, não sabemos quem era o poeta e quem era o filósofo, essa história de tão esquecida e abandonada, virou uma lenda...
E lendo a lenda na lembrança da alma, reconheço um pouco do filósofo no poeta, e também um pouco do poeta no filósofo, que hoje, ambos se apagaram como quem com uma borracha apaga um conto escrito a lápis, mas a inevitável marca no papel das partes escritas com mais força, com mais vontade, com mais vida, com mais amor, estas marcas no papel não se apagam com a borracha, e sim se torna uma tatuagem na alma, que nem mesmo ao ser jogado toda a lenda em uma fogueira é capaz de queimar, e nas entranhas do subconsciente a lenda ressurge feito um sonho, e leva o poeta a filosofar, e ao filósofo poetizar. E então a fumaça é levada aos céus como em uma mensagem direta a Deus... Deus! Dê-nos sabedoria e entendimento para que nossa lenda não seja um exemplo de dor, e sim de puro amor, de amor incondicional, de respeito, de compreensão, de entendimento.
Assim, em oração, o poeta filósofo ressurge com seu desejo de viver todo o puro amor incondicionalmente sem a lembrança da dor, e confia toda sua alma em um entendimento de seu amor incondicional. 
E o silêncio...

Sonhos...



E os sonhos não realizados, porém sonhados...
E os sonhos não sonhados, que de tão encantados, consideramos sonhos sonhados...
Mas, os sonhos que carregamos no peito, escondido no fundo da alma, aqueles não realizados, os mais secretos dos secretos, o mais seguro que de tão protegido parece desaparecer...
Parece, pois nenhum sonho sonhado, realizado ou não desaparece, ele apenas se aquieta e te dá uma sensação ilusória de paz...
Se não chegar a compreensão dos sonhos, sejam realizados ou não, eles podem vir a se tornar pesadelos, mas ao chegar à compreensão, eles se tornam leves, te levam paz, mesmo sendo um sonho não realizado.
E os sonhos de amor...
E os sonhos profissionais...
E os sonhos de vida, e de vida além da vida...
E os sonhos dos sonhos...

Hoje eu tive um sonho, um sonho dos sonhos...

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Em agradecimento



Há dias em que a minha vida mais parece uma obra de arte, 
onde tudo eu vejo cor de rosa e cercada de borboletas, 
mesmo quando é tudo apenas imaginação.

Ando ocupada, mas... logo eu apareço!

Obrigada pela visita! 

sábado, 30 de outubro de 2010

Que seja!

Imperfeição é quando não está se observando o que quer que seja por um todo, como um todo.



Continuando então... “O universo conspira ao seu favor” com exatidão atendendo aos seus reais pedidos, até mesmo aqueles pedidos em momentos de distrações, ou de medo, ou de raiva, ou de fome, ou de cede, ou...
Bom falar nesse momento como construímos os desejos inconscientes, ou distraídos, mas também que são desejos e desejos reais, vindos da mente criativa.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

GANHEI CORAGEM


Ganhei Coragem Por Rubem Alves,  colunista da Folha de S. Paulo

"Mesmo o mais corajoso entre nós só raramente tem coragem para aquilo
que ele realmente conhece",
observou Nietzsche.

É o meu caso.  Muitos pensamentos meus, eu guardei em segredo. Por medo.

Alberto Camus, leitor de Nietzsche, acrescentou um detalhe acerca da hora em que a coragem chega:
"Só tardiamente ganhamos a coragem de assumir aquilo que sabemos"..
Tardiamente. Na velhice.   Como estou velho, ganhei coragem. Vou dizer aquilo sobre o que me calei: "O povo unido jamais será
vencido", é disso que eu tenho medo.
Em tempos passados, invocava-se o nome de Deus como fundamento da ordem política.
Mas Deus foi exilado e o "povo" tomou o seu lugar: a democracia é o
governo do povo.
Não sei se foi bom negócio; o fato é que a vontade do povo, além de não ser confiável, é de uma imensa mediocridade. Basta ver os
programas de TV que o povo prefere.
A Teologia da Libertação sacralizou o povo como instrumento de libertação histórica. Nada mais distante dos textos bíblicos.
Na Bíblia, o povo e Deus andam sempre em direções opostas. Bastou que Moisés, líder, se distraísse na montanha para que o povo,
na planície, se entregasse à adoração de um bezerro de ouro.
Voltando das alturas, Moisés ficou tão furioso que quebrou as tábuas com os Dez Mandamentos.
E a história do profeta Oséias, homem apaixonado!
Seu coração se derretia ao contemplar o rosto da mulher que amava!
Mas ela tinha outras idéias. Amava a prostituição.
Pulava de amante e amante enquanto o amor de Oséias pulava de perdão a
perdão. Até que ela o abandonou.
Passado muito tempo, Oséias perambulava solitário pelo mercado de escravos.
E o que foi que viu?
Viu a sua amada sendo vendida como escrava. Oséias não teve dúvidas.
Comprou-a e disse: "Agora você será minha para sempre".
Pois o profeta transformou a sua desdita amorosa numa parábola do amor de Deus.
Deus era o amante apaixonado. O povo era a prostituta.
Ele amava a prostituta, mas sabia que ela não era confiável.
O povo preferia os falsos profetas aos verdadeiros, porque os falsos profetas lhe contavam mentiras.
As mentiras são doces; a verdade é amarga.
Os políticos romanos sabiam que o povo se enrola com pão e circo.
No tempo dos romanos, o circo eram os cristãos sendo devorados pelos leões.
E como o povo gostava de ver o sangue e ouvir os gritos! As coisas mudaram.
Os cristãos, de comida para os leões, se transformaram em donos do circo.
O circo cristão era diferente: judeus, bruxas e hereges sendo
queimados em praças públicas.
As praças ficavam apinhadas com o povo em festa, se alegrando com o
cheiro de churrasco e os gritos.
Reinhold Niebuhr, teólogo moral protestante, no seu livro "O Homem
Moral e a Sociedade Imoral" observa que os indivíduos, isolados, têm
consciência. São seres morais.
Sentem-se "responsáveis" por aquilo que fazem.
Mas quando passam a pertencer a um grupo, a razão é silenciada pelas
emoções coletivas.
Indivíduos que, isoladamente, são incapazes de fazer mal a uma borboleta, se incorporados a um grupo tornam-se capazes dos atos mais cruéis.
Participam de linchamentos, são capazes de pôr fogo num índio adormecido e de jogar uma bomba no meio da torcida do time rival.
Indivíduos são seres morais.
Mas o povo não é moral.  O povo é uma prostituta que se vende a preço baixo.
Seria maravilhoso se o povo agisse de forma racional,  segundo a verdade e segundo os interesses da coletividade.
É sobre esse pressuposto que se constrói a democracia.
Mas uma das características do povo é a facilidade com que ele é enganado.
O povo é movido pelo poder das imagens e não pelo poder da razão.
Quem decide as eleições e a democracia são os produtores de imagens.
Os votos, nas eleições, dizem quem é o artista que produz as imagens
mais sedutoras.
O povo não pensa. Somente os indivíduos pensam.
Mas o povo detesta os indivíduos que se recusam a ser assimilados à
coletividade.
Uma coisa é a massa de manobra sobre a qual os espertos trabalham.
Nem Freud, nem Nietzsche e nem Jesus Cristo confiavam no povo.
Jesus foi crucificado pelo voto popular, que elegeu Barrabás.
Durante a revolução cultural, na China de Mao-Tse-Tung, o povo queimava violinos em nome da verdade proletária.
Não sei que outras coisas o povo é capaz de queimar.
O nazismo era um movimento popular.
O povo alemão amava o Führer.
O povo, unido, jamais será vencido!
Tenho vários gostos que não são populares.
Alguns já me acusaram de gostos aristocráticos.
Mas, que posso fazer?
Gosto de Bach, de Brahms, de Fernando Pessoa, de Nietzsche, de Saramago, de silêncio;
Não gosto de churrasco, não gosto de rock, não gosto de música sertaneja, não gosto de futebol.
Tenho medo de que, num eventual triunfo do gosto do povo, eu venha a ser obrigado a queimar os meus gostos e a engolir sapos e a
brincar de "boca-de-forno",  à semelhança do que aconteceu na China.
De vez em quando, raramente, o povo fica bonito.
Mas, para que esse acontecimento raro aconteça, é preciso que um poeta entoe uma canção e o povo escute: "Caminhando e cantando e seguindo a canção."
Isso é tarefa para os artistas e educadores.
O povo que amo não é uma realidade, é uma esperança.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Feliz aniversário!


Seria hoje... Hoje meu pai faria 74 anos, 27 de outubro de 2010, mas este dia não chegou para ele, não da forma em que estávamos acostumados, lembro do aniversário do ano passado, eu daqui de longe fiz um bolo e soprei a vela com meu filho desejando felicidade, fotografamos e enviamos por e-mail, e nos falamos também por telefone, e por msn... momentos estes que não esqueço jamais. E a saudade permanece, enquanto provocam em mim "crises pensamentais" me distraio com o pensamento de como deve estar sendo o dia de hoje para o meu pai, e comentando com o meu filho que simplesmente falou da possibilidade de ter um bolo enorme lá do outro lado, e por engano menciono vó e logo em seguida vô, e então tendo a certeza da festa lá no céu, se assim devo dizer, pois pra mim é lá no outro plano, em astral, sem tempo, sem dores, sem culpas, sem medos, em luz!

Pai, é meu desejo, LUZ!

sábado, 23 de outubro de 2010

O corpo, o nosso corpo



O corpo, o nosso corpo



Reparou que sempre nos referimos ao corpo como nosso e não como nós? De fato, agimos assim inconscientemente o que já temos a beira da consciência, quase nos revelando mais e mais verdades. Olhe para sua mão e observe, ela é você? Seu pé, ou suas pernas, são você ou são seus? E quando se está em uma situação de perigo ou mesmo quando fazemos uma ligação dizemos quase sempre: “Sou eu” como um pedido de identificação, como se você estivesse dizendo ao outro que se está em perigo, nesse momento não importa quem seja - se em perigo qualquer um socorre a qualquer um em perigo, é um instinto de sobrevivência que é tão ou igual por si mesmo, pelo seu próprio corpo. Isso é o inconsciente divino, da nossa divindade, da consciência adormecida de sermos ímpar, único, Um.
Que seja!

Sônia Vianna Landeo